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Somos um grupo de estudantes de pedagogia que juntos buscamos nos informar e divulgar materiais de interesse do meio pedagógico.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Afinal professor, o que é tecnologia?

Não …talvez tecnologia , não seja bem o que você acha que é!
Eu, professor ou professora, preciso saber o que é tecnologia? Então vamos lá: o sistema econômico que habitamos  é  que gera a demanda da configuração da cultura de que TECNOLOGIA é “algo  físico”, ou seja a estrutura econômica a que somos submetidos diariamente é que nos leva a crer que “tecnologia é igual a objeto”.
Nosso sistema econômico é capitalista, onde objetos podem ser comprados, adquiridos e deixam de ser usados muito rapidamente, gerando um  imenso lucro a quem interessar possa …concorda comigo? Sendo assim, é muito importante para a manutenção de nosso sistema econômico que continuemos pensando que tecnologia se resume a objetos e, portanto,  se posso comprar , posso ter tecnologia.
Certo? Não …errado!Porque tecnologia não é tão somente “objeto”. Ela pode sim ser identificada por ou através de um objeto, desde que se tenha clareza de que tecnologia não é só isso  ou apenas algo físico. Tecnologia não se resume apenas a computadores, aparelhos celulares, internet, cabos, redes, tablet´s , iPhones, iPed´s , carros , aviões , canetas…ou qualquer outro objeto que possa ser adquirido. Tecnologia é muito, mas muito mais que qualquer produto que compramos, pois tecnologia é conhecimento! E isso já é afirmado por muito autores, como Brito e Negri.
O   seu, o meu, o nosso conceito de tecnologia, é fruto  de  nossa história de vida, do contexto cultural, social e econômico que habitamos e, principalmente, de nossa formação profissional. E é aí que precisamos nos aprofundar na reflexão. Alguns autores da educação, nos falam que as tecnologias poderão sim ser físicas,  e que  são as inovações de instrumentos, tais como: caneta esferográfica, livro, telefone, aparelho celular, satélites, computadores.
No entanto, também podem ser organizadoras também, como é o caso das formas como nos relacionamos com o mundo e como os diversos sistemas produtivos estão organizados: nas escolas os projetos políticos pedagógicos e nas instituições através de planejamento estratégico. E poderão ser ainda simbólicas, como as tecnologias relacionadas à forma de comunicação entre as pessoas, desde o modo como estão estruturados os idiomas escritos e falados até como as pessoas se comunicam – como  as inscrições nos blocos de argila das primeiras formas de escrita da humanidade.
O que acontece conosco, seres humanos, é que unimos  técnica e conhecimento, constantemente reconfigurando as tecnologias, criando e recriando outras  e novas tecnologias  e que são frutos da história  da humanidade.
Para o  professor Paulo Freire, a  questão é que a tecnologia não é boa nem má, não é uma pessoa para ser assim classificada. A questão é a serviço de quem a tecnologia está? Ou seja,  teremos que refletir sobre outras questões aliadas  ao conceito de tecnologia: como que tipo de cidadão está sendo formado neste mundo tecnológico? Qual o papel da escola nesse processo? E , o principal, como o professor deve se posicionar nesse momento? As tecnologias  educacionais estão aí, você sabe quais são elas, professor?
>> Escrito por Ariana Chagas Gerzson Knoll e Glaucia da Silva Brito. Ariana é doutoranda do Programa de pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Glaucia é professora do Departamento de Comunicação Social e dos Programas de pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) e Educação (PPGE) da UFPR, pesquisadora em Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação.
>>Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcomFonte:http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/educacao-e-midia/afinal-professor-o-que-e-tecnologia/?fb_action_ids=625236450886168&fb_action_types=og.likes

domingo, 13 de abril de 2014

Alfabeto completo em Libras

Atenção pedagogos, esse alfabeto com certeza vão lhe ajudar no ensino as crianças do alfabeto tanto em Libras como também em português com as ilustrações dos objetivos representando uma letra.
AEB 22 33 44
55 66
77 88
99 1010
11 1212
1313

sábado, 12 de abril de 2014

Seed lança curso inédito de uso de tecnologia móvel

A Secretaria da Educação lança no próximo dia 22 o curso Aprendizagem com Mobilidade, sobre o uso de dispositivos móveis (tablets e smartphones) na Educação. A capacitação será semipresencial, com encontros nos Núcleos Regionais da Educação e atividades pela internet. O curso é uma iniciativa inédita, tanto em formato quanto em conteúdo. 

O objetivo é capacitar professores para uso de dispositivos tecnológicos que já estão no cotidiano dos profissionais, mas dentro das escolas. “Queremos que o professor traga para a escola a sua realidade, o seu uso pessoal de tecnologias móveis no dia a dia, mas com um olhar para a aprendizagem” afirma a chefe do Departamento de Formação dos Profissionais da Educação, Cristiana Gonzaga. 

O curso terá uma metodologia chamada WebQuest, que incentiva a investigação do tema por meio de recursos disponíveis na internet. A página do curso no portal da educação tem todo o material que será usado pelos alunos, e já pode ser consultada no endereçowww.diaadiaeducacao.org/mobilidade/ 

“A ideia é que o professor use o conteúdo não apenas no curso, mas que consulte o material a qualquer momento, aproveite-o quando quiser”, explica Eguimara Branco, coordenadora de Produção Multimídia do Departamento de Formação dos Profissionais da Educação. 

Serão 12 horas de encontros presenciais, em datas que serão agendadas pelas Coordenações Regionais de Tecnologia Educacional (CRTE) de cada Núcleo. As atividades online serão feitas no ambiente e-escola da Secretaria da Educação.

Os professores interessados em se inscreverem no curso devem entrar em contato com a assessoria pedagógica da CRTE do seu Núcleo Regional de Educação.

Fonte: http://www.seed.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=5254&tit=Seed-lanca-curso-inedito-de-uso-de-tecnologia-movel-

domingo, 6 de abril de 2014

A lenda de Jandaia.

Esta Lenda será apresentada em forma de teatros de dedoches pelos alunos de Pedagogia na aula de Currículos e Programas. 
A lenda de Jandaia JANDAIA DO SUL
Há muitos anos vagava entre os pinheirais uma linda menina de olhos
da cor de pinhão e seus cabelos balançavam, como fios dourados em
espigas de milho. Nunca se soube de onde ela veio, apenas que seu pai
era um bravo cacique, que deveria habitar a imensidão da terra roxa,
colher frutos silvestres e beber das fontes cristalinas.
Mas, ansiosa, aguardava o dia em que haveria de surgir um companheiro, que
seria ágil na caça e forte na guerra., quando ela tomava seu banho numa cascata, olhando seu reflexo nas águas, Tupã o mensageiro de Deus (o som do trovão) lhe disse: “Jandaia haverá de receber, em breve, aquele que te revelará os mistérios do amor, aquele que foi feito para os seus braços e só a ele tu servirás. Tu o verás presente entre o brilho do sol e o vigor dos arbustos”.
Em todas as manhãs, muito antes do amanhecer, Jandaia subia no pico da colina procurando entre os pinheiros frondosos e aguardando o nascer do sol, que também viria para iluminar o bronze de sua pele. Numa brilhante manhã, quando Jandaia se extasiava de luz, eis que se aproxima um veado com uma flecha cravada, tombando a seus pés. Surge, em seguida, um caçador, jovem e forte. Ele se encanta, frente aquela princesa selvagem.
Jandaia acaricia o veado, depois dirige seu olhar para o moço guerreiro e acena-
lhe para que se aproxime. Ele deixa o arco e as flechas e acolhe-a nos braços. Lentamente a mata se alegra. Jandaia se envolve em seus braços; sendo observada pelo sol.
Este, enciumado, aquece os lábios vermelhos de Jandaia, a enfeitiça e a seduz, agora mais que em todas as outras manhãs. Enciumado, a rouba para si. Ela, então, sente que ama o sol e deve-lhe sua existência.
Tupã o mensageiro de Deus, (o som do Trovão), tomado de uma grande ira, vendo que Jandaia pertencia ao sol e não ao guerreiro que enviara, transformou-a numa cidade. Para que todos pisassem sobre ela e cobrissem de asfalto seus braços bronzeados.
O sol, comovido pelo sofrimento de Jandaia, surge todos os dias, com o mesmo calor de outrora, ilumina a cidade e, como se não bastasse, ordena ao Cruzeiro do Sul, à noite, para que a vigie. Por isso, Jandaia recebeu mais um nome. Devendo sempre chamar-se Jandaia do Sul.
Fonte: ficha preenchida por Milton de Martini Lopes Villar

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Uma bela história para nos motivar a trabalhar de cabeça erguida todos os dias: VOCÊ PODE ME PSICOLOGIZAR?

Cheguei na nova escola. É uma escola que adota a chamada educação em tempo integral, onde os alunos chegam às 8 da manhã e vão embora às 5 da tarde. No primeiro dia, ainda me adaptando ao ritmo da escola, fiquei observando os alunos enquanto almoçavam. Como sempre, me veio na mente a pergunta que, em todas as ocasiões de mudança, eu faço a Deus: "Senhor, porque estou aqui? Qual é o propósito pelo qual fui enviado pra cá?"

Não demorou muito pra eu ter a resposta. Meio hora depois, um menino chegou até mim e perguntou quem eu era e o que eu fazia na escola. Falei o meu nome e disse que sou o pedagogo, e que estarei naquela escola até o mês de junho. Aí veio a pergunta que me surpreendeu e que deu início ao diálogo que trouxe a resposta à minhas questões com Deus:
- Você é psicólogo? Perguntou o menino.
- Porque você pergunta? Respondi, e mesmo sem ter formação em Psicologia, respondi afirmativamente  para ver onde a conversa nos levaria.
- Você não quer me psicologizar? Ele tornou a perguntar, e continuou:
- É que estou precisando falar, estou precisando de um psicólogo.
No momento não entendi bem aonde ele queria chegar, mas, posteriormente, conheci sua história e compreendi algumas coisas a seu respeito. Vou chama-lo de Vagner.
O Vagner tem 13 anos, faz quatro meses que perdeu a mãe. Na hora da morte da mãe ele lhe fez muitas promessas dizendo que seria um grande homem, que iria estudar e que, um dia seria um Doutor.
E como resposta à sua promessa a mãe lhe surpreendeu dizendo que, aquele que o menino pensava que fosse seu pai, na verdade não o era. Seu pai era outro... e lhe deu o nome. A irmã mais velha que me relatou esses fatos disse que, se o menino ainda continuava estudando, era somente pelo seu próprio esforço e mérito, pois se ele fosse seguir os passos do irmão mais velho, de 17 anos, seguiria o mundo das drogas e do tráfico.
Então compreendi o porque fui enviado àquela escola... Foi para incentivar o Vagner a continuar no caminho do bem e ajuda-lo a superar muitas das suas dificuldades. Não vou "psicologiza-lo", pois não sou psicólogo, mas poderei ser-lhe um ouvinte interessado na sua vida e em seus problemas, e ser um grande incentivador para que ele cumpra a promessa que fez à sua mãe!

Fonte: http://moura777.blogspot.com.br/

sábado, 29 de março de 2014

CID MOREIRA E A MENSAGEM QUE SILENCIOU A TODOS NO ALTAS HORAS. CONFIRA!

Só para nós lembrar e refletir um pouco sobre as nossas ações como docentes e o que elas acarretam para nossos alunos. 
ATORES, CANTORES, HUMORISTAS E O PRÓPRIO APRESENTADOR SERGINHO GROISMAN FICARAM DE BOCA ABERTA COM A DECLAMAÇÃO DO EX-APRESENTADOR DO JORNAL NACIONAL DA GLOBO, QUE NO FIM, FOI APLAUDIDO DE PÉ. 

Cordas – Uma linda animação espanhola sobre paralisia cerebral.

“Cordas” (Cuerdas), é um curta- metragem espanhol, ganhou o Goya em 2014 como melhor filme de animação do ano. O filme foi inspirado nos filhos do seu criador, Pedro Solís, que tem uma filha apaixonada pelo irmão com paralisia cerebral. Uma história comovente e encantadora. Assista.


https://www.youtube.com/watch?v=dgBHxr-yR8A&list=UU-Djj0eOsQ6sqwKhI0NBVfw

domingo, 23 de março de 2014

Doenças de fácil prevenção têm relação com desenvolvimento da criança


http://www.youtube.com/watch?v=hwL_xFbXtvs
Em outubro de 2011, o economista e filósofo Eduardo Giannetti apontava como um dos principais problemas da educação básica brasileira a má formação neurológica de crianças por causa de doenças nos primeiros anos de vida. Entre os motivos, o saneamento básico precário de várias cidades brasileiras. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) do Ministério das Cidades, 53,8% da população brasileira não possui serviço de coleta de esgoto.
Os pesquisadores do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) Paulo Roberto Corbucci e Eduardo Luis Zen publicaram, recentemente, estudo que relaciona fatores externos – entre eles o saneamento básico – com os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), citado por eles no material como principal indicador de desempenho do sistema educacional brasileiro.
O estudo considerou os índices de abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de lixo na comparação com os resultados no Ideb. Nos três casos, observou-se redução nos índices de educação baixos (menos de quatro pontos) de acordo com o aumento da presença dos serviços nos municípios. Na tabela de esgotamento sanitário, por exemplo, a proporção de Idebs baixos e médio-inferiores (entre quatro e cinco pontos) atinge 73% do total quando a incidência do serviço foi menor que 50%.
Para Corbucci, o estudo sugere que as condições sociais têm impacto maior que a estrutura interna das escolas analisadas pela pesquisa, como presença de bibliotecas, laboratórios de informática e ciências e infraestrutura pedagógica. “Mostra que é um equívoco investir só na escola. O segredo é a agregação de políticas públicas, de forma matricial e sistêmica. Na verdade, as políticas afetam umas às outras”, diz.
A pesquisadora Anne Jardim Botelho, em sua tese de mestrado, abordou o tema utilizando dados sociais, cognitivos e de saúde de 210 crianças, com idades entre 7 e 11 anos, residentes em Americaninhas, comunidade rural de Minas Gerais. Segundo o estudo, crianças afetadas por doenças como a ascaridíase e “amarelão”, decorrentes de problemas de saneamento básico da região, apresentaram piores resultados em testes aplicados. “Essas doenças são de fácil prevenção. São contraídas pela ingestão ou penetração na pele, através do solo ou de alimentos contaminados”.
Anne explica que as doenças podem afetar a formação escolar por dois mecanismos básicos. “Há prejuízo nutricional, alguns vermes se apropriam de nutrientes, principalmente calorias, vitaminas e minerais. Pode causar, inclusive, anemia. Isso afeta a boa formação do sistema nervoso e o desempenho cognitivo”. O segundo ponto negativo seria a dificuldade de aprendizado gerada pelos sintomas. “Crianças com alta carga parasitária se sentem cansadas, apáticas, indispostas e sonolentas. Elas acabam perdendo o interesse nos processos escolares, faltam mais à aula”.
Quanto mais cedo pior
Em artigo publicado em seu site, o médico Dráuzio Varella afirma que quadros de diarreia (sintoma comum relacionado a essas doenças) frequente durante os cinco primeiros anos de vida podem privar o cérebro das calorias necessárias para o desenvolvimento pleno e comprometer para sempre o quociente intelectual (QI). De acordo com ele, 87% das calorias ingeridas por recém nascidos são utilizadas na construção do cérebro. O número decai conforme a idade: 44% aos cinco anos e 34% aos dez, por exemplo.
Citando os mesmos 87% para crianças de zero a dois anos, Giannetti afirma que essa informação deveria estar no centro do projeto de futuro do Brasil: o País não estaria sabendo resolver um problema de agenda social do século XIX e, assim, condenando parte da população brasileira ao fracasso intelectual. Anne defende investimentos na área de saneamento como uma das necessidades básicas para melhorar a educação básica, juntamente com a nutrição adequada de crianças.
Até o final de 2014, o Instituto Trata Brasil promete lançar “estudo aprofundado que relaciona problemas de saneamento básico e educação”, conforme o presidente executivo da instituição, Édison Carlos. O projeto é desenvolvido em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Fonte:http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vCod=192448

UFMG lança curso gratuito sobre Dislexia.

UFMG lança curso gratuito sobre Dislexia




Olá leitores!

Dificuldade em ler frases simples, se atrapalhar com os sons ou significados das palavras. Em turmas numerosas, muitos professores talvez não consigam identificar que situações como essas podem ser muito mais do que um mero desnivelamento entre alunos, mas algumas das características da dislexia. Considerada um distúrbio e não uma doença, a dislexia é um transtorno manifestado na aprendizagem da leitura e escrita dos estudantes. Por ser invisível a muitos educadores, a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) em parceria com o Instituto ABCD lançaram uma plataforma de formação online gratuita para professores. O ambiente virtual vai oferecer desde conteúdos básicos sobre o tema, formas de identificar o distúrbio e de adquirir técnicas para ensinar leitura, soletração e escrita até apontar como melhorar o ambiente escolar, fazendo com que os estudantes lidem com suas dificuldades específicas em concentração, memória e organização.
O curso foi desenvolvido a partir da versão criada originalmente pela Dyslexia Internacional e autorizado pelo Ministério de Educação Superior, da Pesquisa Científica e das Relações Internacionais da comunidade francófona belga. O material foi financiado pela Unesco e lançado em quatro de suas seis línguas oficiais: árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol.
No Brasil, o conteúdo direcionado ao treinamento dos professores foi trazido pela UFMG, que, em parceria com o Instituto ABCD, adaptou-o para a língua portuguesa e lançou a plataforma. Os conteúdos podem ser acessados no link http://dislexiabrasil.com.br.
Fonte:http://pedagogiadobrasil.blogspot.com.br/2014/03/ufmg-lanca-curso-gratuito-sobre-dislexia.html?spref=fb

sábado, 1 de março de 2014

Integrar educação e tecnologia é novo nicho para startups no Brasil

Empresas que oferecem soluções para a melhoria do ensino no País crescem rápido e já atingem milhões de pessoas. Pesquisa mostra que há espaço para novas iniciativas

No lugar de quadro negro, caderno e livro novas ferramentas como videoaulas e games educativos ocupam espaço no ambiente educacional, seja nas escolas ou fora delas. Ao mesmo tempo em que professores e estudantes incorporam inovações tecnológicas ao seu dia a dia, surge também um novo mercado, que integra educação e tecnologia. Uma tendência mundial já há alguns anos, a área de atuação batizada de EdTech nos Estados Unidos se concretiza agora no Brasil com o surgimento de startups dispostas a contribuir para a melhoria do ensino no País e, ao mesmo tempo, ganhar dinheiro.
“O Brasil tem um atraso educacional enorme e queremos atuar para resolver esse problema. Mas temos um modelo de negócio para isso. É uma oportunidade de ouro”, diz Carlos Souza, fundador do Veduca , plataforma de vídeos online com cursos das melhores universidades do mundo.
Essas novas empresas utilizam ferramentas já testadas em outros mercados e países, como vídeos e fóruns, mas se diferenciam por adaptá-las e reinventá-las para suprir as carências educacionais do Brasil. O Veduca, por exemplo, oferece aulas gratuitas de ensino superior, um modelo de sucesso experimentado nos Estados Unidos pelo Edx(plataforma online do MIT e Harvard) eCoursera (de outras universidades top), mas faz isso em português. A Evobooksdesenvolve livros-aplicativos para serem usados em sala de aula, mas que não dependem de acesso à internet, uma dificuldade grande nas escolas brasileiras.
E elas crescem muito rápido. Fundadas por jovens de até 40 anos, a maioria surgiu há no máximo dois anos, mas juntas já conseguem atingir milhões de pessoas que querem aprender. “Para esse mercado se consolidar, é necessário uma conjunção de fatores. A infraestrutura brasileira não é boa, mas melhorou muito nesses últimos dois anos. Os meios de pagamento também. Teve ainda o crescimento do ecossistema de startups, com mais investidores e mais gente querendo trabalhar. Além disso, a popularização do e-commerce, com os sites de compras coletivas, fez com que as pessoas se acostumassem a comprar coisas pela internet. Olhando para trás, dá para ver que isso aconteceu”, disse Marco Fisbhen, CEO do Descomplica , site surgido em março de 2011 que tem disponível mais de 3.500 videoaulas, a maioria para quem está se preparando para o Enem, e recebeu 535 mil visitas apenas em maio.
Reprodução
Videoaulas, como as da Khan Academy, estão entre as ferramentas mais populares que usam tecnologia educacional
De olho nesse mercado, surgiram também fundos dispostos a botar dinheiro em produtos relacionados à educação. Para se desenvolverem, as startups contam com aceleradoras e investidores brasileiros e estrangeiros. Por exemplo, o Veduca e oEasyaula , portal de cursos presenciais e online de preparação ao mercado de trabalho, receberam em fevereiro investimento da Macmillan Digital Education, braço de negócios digitais da editora responsável por publicações como Nature e Scientific American. Desde fevereiro, a Macmillan abriu um escritório no Brasil e mapeia outras oportunidades de negócio no País. 

Para conhecer melhor o impacto das empresas de EdTech brasileiras, o iG publica uma série de reportagens que vai mostrar como surgiram e evoluíram o Descomplica , o Veduca , aEvobooks , e o Easy Aula  exemplos bem-sucedidos de startups educacionais, mas que atuam em diferentes campos (ensino formal e informal) a partir de ferramentas diversas (vídeos, games, aplicativos, conteúdos para celular, fóruns).
Mais oportunidades 
Além desses casos reconhecidos, a boa notícia para empreendedores e pessoas preocupadas com educação é que há ainda muito espaço para atuar na área. Pelo menos essa é a conclusão do estudo Oportunidades em Educação para Negócios Voltados para a População de Baixa Renda no Brasil , divulgado na segunda-feira pelo Instituto Inspirare e pela Potência Ventures. O levantamento realizado pela consultoria Prospectiva identifica oportunidades para o desenvolvimento de produtos e serviços que contribuam para o ensino oferecido à população de baixa renda.
A pesquisa analisou o contexto educacional em seis Estados – Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo –, que são responsáveis por metade do orçamento público da educação do País, cerca de R$ 100 bilhões, e levantou 190 organizações, majoritariamente startups, que desenvolvem produtos ou oferecem serviços educacionais voltados ao ensino básico, técnico e a Educação de Jovens e Adultos (EJA) das classes C, D e E.
Formação de professores em todas as etapas do ensino básico, avaliação para o ensino fundamental, oferta de cursos para o ensino técnico e criação de objetos educacionais, como jogos e softwares, para o fundamental 2, são algumas das áreas onde existe demanda, mas poucas ou nenhuma empresa atuando.
Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2013-06-26/integrar-educacao-e-tecnologia-e-novo-nicho-para-startups-no-brasil.html. acesso em 01/03/2014.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Teoria comportamental da aprendizagem de B.F. Skinner

por: Colunista Portal - Educação
Hoje entende-se o comportamento como uma interação entre o que o sujeito faz e  o ambiente
Hoje entende-se o comportamento como uma interação entre o que o sujeito faz e o ambiente
De acordo com Bock (1993), o termo behaviorismo foi proposto por John Boradus Watson, em um artigo de 1913, que apresentava o título “Psicologia: como os behavioristas a veem”.

Para Schultz (1975), esta proposta teórica tinha por objetivo ocupar-se dos estudos dos atos observáveis do comportamento humano, capazes de serem descritos em termos de estímulo e resposta. A razão do termo “behaviorismo” justificou-se no interesse exclusivo de Watson pelo estudo do comportamento (do inglês ‘behavior’) e não da experiência consciente.

Reafirmando as ideias de Schultz (1975), sobre essa terminologia, Bock (1993, p. 41), explica que “O termo inglês behavior significa "comportamento"; por isso, para denominar essa tendência teórica, usamos Behaviorismo e, também, Comportamentalismo, Teoria comportamental, Análise Experimental do Comportamento, Análise do Comportamento”.

Ainda conforme Schultz (1975), Watson defendia o meio ambiente e relegava a hereditariedade ao segundo plano. Conforme ele destaca, para Watson, o ser humano depende quase que inteiramente daquilo que aprende ao longo de sua vida. Explicitando um pouco mais a importância deste precursor da ciência psicológica, Bock et al (1993) destaca:

Watson buscava a construção de uma Psicologia sem alma e sem mente, livre de conceitos mentalistas e de métodos subjetivos e que tivesse a capacidade de prever e controlar. Apesar de colocar o "comportamento" como objeto da Psicologia, o Behaviorismo foi, desde Watson, modificando o sentido desse termo. Hoje, não se entende comportamento como uma ação isolada de um sujeito, mas, sim, como uma interação entre aquilo que o sujeito faz e o ambiente onde o seu "fazer" acontece. (p.46).

Sendo assim, Bock (1995), afirma que a teoria comportamental, ou behaviorista tem por finalidade a investigação das interações do indivíduo e seu contexto, isto é, entre as suas ações (suas respostas) e o seu meio (as estimulações). Para ela “os psicólogos desta abordagem chegaram aos termos "resposta" e "estímulo" para se referirem àquilo que o organismo faz e às variáveis ambientais que integram com o sujeito”. (BOCK ET AL, 1993, p. 46).

Ainda para Bock et al (1993), o teórico que mais se destacou, continuando os estudos de Watson, foi B. F. Skinner (1904 - 1990). Segundo ela, o behaviorismo de Skinner tem influenciado as práticas psicológicas dos profissionais da América e outros países da América Latina, inclusive o Brasil. Considerando a contribuição da teoria comportamental para a educação, o conhecimento de alguns conceitos se faz necessário para melhor compreensão desta abordagem.


Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/42717/teoria-comportamental-da-aprendizagem-de-bf-skinner#ixzz2ufUoFOeO